A building that reflects me with Matilde Almeida
13.10.2023
The dialogue between me, as a human being, and nature has been a fundamental element in my life since childhood. For me, it is clear that the Salgenreute chapel seeks a strong dialogue with nature. It is amazing that this work is a commitment to memories, everything that surrounds us, and even our own bodies.
I am interested in emotional intelligence, respect, critical thinking, and human sensitivity. I believe that the power of the architecture in this chapel is based on the goal of touching the human body. The chapel is a contemplative, elegant, simple, and essentially expressive experience. When we approach the recessed entrance, a vestibule, and a hammered brass door, our gaze is automatically drawn to nature. The image of Mary appears on the side and not in the center, as is usually the case.
I have always been inspired by the strength that the balance between practical thinking, the “act of doing,” combined with structured thinking provides. For me, the Salgenreute chapel is devotion to an analog architectural practice. It is built with a stone foundation and wood (spruce) applied to the walls, ceilings, floor, and benches. Inside, there are laminated wood ribs that accentuate the verticality of the space. Outside, there are hand-cut “wooden” tiles.
Sunlight will darken them, turning them black on the south side and silver-gray on the north side, like old rural houses. The construction shows attention to detail and expresses a commitment to understanding the possibilities and limitations of the materials. Thus, I feel that there is a desire to recover good, sustainable, handcrafted materials, to think with our hands, so that these materials can age with respect.
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Um edifício que me reflete com Matilde Almeida
O diálogo entre mim, enquanto ser humano e a natureza é elemento basilar na minha vida desde a infância. Para mim é evidente que a capela Salgenreute procura um forte diálogo com a natureza. É espantoso que este trabalho seja um compromisso com as memórias, tudo o que nos rodeia e até o nosso próprio corpo.
Interessa-me a inteligência emocional, o respeito, o espírito crítico e a sensibilidade humana. Acredito que a força da arquitetura nesta capela se baseia no objetivo de tocar o corpo dos seres humanos. A capela é uma vivência contemplativa, elegante, simples e essencialmente expressiva. Quando nos aproximamos da entrada recuada, um vestíbulo, e uma porta de latão martelado o nosso olhar é conduzido automaticamente para a natureza. A imagem de Maria surge lateralmente e não centralmente, como acontece normalmente.
Sempre me senti inspirada pela força que o equilíbrio entre o pensamento prático,”act of doing”, aliado ao pensamento estruturado proporcionam. A capela Salgenreute é para mim a devoção a uma prática arquitetónica analógica. Esta é construída com um embasamento em pedra e a madeira (abeto) aplicada nas paredes, tetos, pavimento e bancos. No interior temos umas nervuras em madeira laminada que acentuam a verticalidade do espaço. No exterior observa-se uma telha “em madeira” cortada à mão.
A luz do sol torná-la-á escura, negra a sul e cinzenta-prateada a norte, como as antigas casas rurais. Apresenta-se com uma atenção ao pormenor na construção e exprime um empenho em compreender as possibilidades e os limites dos materiais. Assim, sinto que há uma vontade de recuperar bons materiais artesanais e sustentáveis, de pensar com as nossas mãos, para que estes materiais possam envelhecer com respeito.
Saiba mais sobre o projeto aqui.
