Architecture at the service of brands
15.07.2020
The workspace influences those who work in it, playing a key role in building brands from the inside out. Based on this belief, the architecture studio Openbook has been working in the corporate sector with companies such as Vieira de Almeida, KPMG, Deloitte, Microsoft, and Nestlé.
Brandchitecture
This is the concept created by the 100% Portuguese capital studio Openbook, which seeks to unite architecture with the exclusive identity of each brand, projecting its DNA into the workplace. This task has been developed since the company’s foundation, with projects already completed for Deloitte, Nestlé, Microsoft, KPMG, Abreu Advogados, and Vieira de Almeida — the latter winning an Architizer A+Award.
It is easier to understand how the company came to this working methodology, combining inspiring design with the functionality required. Openbook was founded in 2007, during a critical period of economic recession and a downturn in construction. Opportunities were scarce, especially abroad, recalls Paulo Jervell, architect and partner. What initially seemed like a limitation became an essential factor in reinventing the studio. Although Openbook already had clients, it was necessary to consolidate its presence. While investing in internationalization (a key element for the company), in Portugal Openbook focused on the corporate area. This approach not only brought extensive experience but also led to new architectural methodologies, among them the concept later named brandchitecture.
The company now operates across all areas of architecture: corporate (40% of revenue), healthcare (20%), and the remaining 40% spread across residential, hospitality, senior and student housing, retail, and restaurants. Even outdoor spaces are included in its portfolio of diversified projects.
The brandchitecture concept was present from the very beginning, even though the name itself came later. It stemmed from the realization that creating a company’s space is not just about designing a physical workplace but about shaping its identity and brand expression. “We realized that creating such spaces has a strong impact on a company’s branding, both internally and externally. The brand and its people are deeply connected to the space, not only in practical terms but also aesthetically and materially,” explains Paulo Jervell.
Unlike more superficial design approaches, Openbook works “from the inside out.” “Instead of only designing what we’re asked, we integrate brand and space together, achieving greater differentiation,” adds Jervell. He also emphasizes that a workspace must go beyond aesthetics and functionality.
Today, many companies recognize the importance of workspaces that instill pride in employees, making them feel part of the brand. “We’ve noticed especially among younger generations that the workplace is valued even more than personal relationships. People now give priority to the physical space where they work. If they don’t feel connected to it, they lose motivation and productivity,” he says.
Vieira de Almeida Advogados was one of the firms that realized the importance of creating a location with attractive factors for its teams. Their offices today stand as an imposing and innovative building that at the same time fosters interaction and collaboration.
Through brandchitecture, Openbook has helped clients identify their DNA and translate it into architectural design, making the space a reflection of the brand.
Market growth
With a turnover of €4.7 million in 2019 (compared to €3.3 million the previous year), Openbook expects to close 2020 with €5 million in revenue. More than the turnover or number of employees (currently 40), the goal is to grow in profitability and deliver differentiated projects.
Brazil currently represents nearly 40% of turnover, almost as significant as the Portuguese market. “In the next four to five years, Brazil will remain one of our key investment markets,” explains Jervell. In addition, Openbook is pursuing growth strategies in Angola and Mozambique.
Internationalization is at the core of Openbook’s expansion strategy. The company is also investing in Portugal, particularly Lisbon and Porto, while extending its footprint across Spain, Angola, Mozambique, France, Germany, and Luxembourg.
Revenue is divided into 40% corporate, 20% healthcare, and 40% other sectors. The strategy is to grow sustainably while maintaining this balanced structure. To achieve this, Openbook has been actively participating in international tenders.
Well-being at work
Well-being plays a fundamental role among millennials’ and younger generations’ values. It goes beyond the physical design of the workplace and includes aspects such as health and comfort. “Today, company DNA is also about health, well-being, collaborative spaces, and social areas that are no longer closed but open, enabling knowledge and information sharing, and making collaboration more natural,” highlights Paulo Jervell.
Openbook believes this trend is here to stay and will shape office architecture for years to come. The focus is on flexibility and adaptation to the needs of each new generation of professionals.
Source: Marketeer

Arquitetura ao serviço das marcas
O espaço de trabalho influencia aqueles que nele trabalham, sendo fundamental na construção das marcas de dentro para fora. É com base nesta certeza que o atelier de arquitetura Openbook tem vindo a trabalhar na área corporativa, com empresas como a Vieira de Almeida, KPMG, Deloitte, Microsoft ou Nestlé.
Brandchitecture
É esta a designação do conceito do atelier de arquitetura de capital 100% nacional Openbook, que visa unir a arquitetura e a identidade exclusiva de cada marca, projetando o ADN da mesma no seu espaço de trabalho. Uma tarefa que tem vindo a ser desenvolvida desde a sua criação e que já conta com projetos realizados em escritórios da Deloitte, Nestlé, Microsoft, KPMG, Abreu Advogados e da Vieira de Almeida, este último vencedor de um Architizer A+Awards.
Mais fácil é perceber como é que a empresa chegou a esta metodologia de trabalho que combina o design, inspirador, com a funcionalidade exigida. O atelier Openbook nasceu em 2007, período crítico com a economia em recessão e a área da construção em grande baixa. Havia falta de oportunidades, sobretudo a nível estrangeiro, recorda Paulo Jervell, arquiteto e partner. Uma porta que se fechava acabou por se tornar um fator essencial para se reinventar e, embora possuísse já empresas clientes, era necessário sistematizar e consolidar-se. Enquanto apostava na internacionalização (que foi fundamental para a empresa), em Portugal a Openbook centrou-se na área corporativa. Este foco permitiu não só ganhar grande experiência nesta área, mas também implementar um conjunto de novas abordagens a este tipo de arquitetura que resultou em algumas criações de conceitos, nomeadamente aquele que apelidamos de brandchitecture, explica o arquiteto.
A empresa abrange todas as áreas da arquitetura (a corporativa responde por 40% da faturação, a de saúde está nos 20%, sendo os restantes 40% distribuídos por residencial, equipamentos, hotelaria, residências séniores e de estudantes, retail e restauração). Até aos espaços outdoor vão os projetos mais diferenciados da arquitetura.
O conceito de trabalho vem desde o início da empresa, ainda que a designação “brandchitecture” tenha chegado um pouco mais tarde. Surgiu da constatação de que quando estão a criar um espaço para uma empresa não estão a criar apenas um espaço que personaliza e empresarializa a mesma. “Percebemos que a criação desse espaço implica também uma grande implicação no branding da marca da empresa, quer interna, quer externamente. Percebemos que a marca e as pessoas do espaço associadas estão em conjunto, que têm os mesmos princípios de ocupação, que até em termos práticos de ocupação, quer em estética, quer em materiais, estão ligados.”
É aqui que se vê uma diferença em relação a outros exemplos de espaços em que a decoração ou a marca é feita através de instalação ou design. “Nós, a Openbook tentamos sempre defender: ‘definimos isto um pouco mais de dentro para fora, e não apenas de fora para dentro’. Ou seja, em vez de desenharmos só aquilo que nos pedem, ao projetar marca e espaço em conjunto, conseguimos uma diferenciação maior”, continua Paulo Jervell. O arquiteto defende ainda que o espaço de trabalho tem de ir para além do lado estético e funcional.
Hoje, muitas empresas compreendem a importância de espaços que oferecem aos seus colaboradores o orgulho de estarem associados à marca e de a própria marca. “Conhecemos positivamente a tendência, em especial nas novas gerações, de valorizarem mais os espaços onde estão inseridos face às relações pessoais. Há cada vez mais pessoas que dão prioridade ao espaço físico onde trabalham e, se não tiverem a ligação a esse espaço, acabam por se desmotivar. Ou seja, se o espaço não for vivido e ocupado da melhor forma, o trabalhador vai perder produtividade e até determinadas pessoas”, garante.
A Vieira de Almeida Advogados foi uma dessas empresas que, em dado momento, percebeu que precisava de ter uma localização com fatores atrativos para os seus colaboradores. Hoje em dia, os escritórios da sociedade são um edifício com uma arquitetura imponente e inovadora, que conseguiu ao mesmo tempo criar espaços de encontro e de convívio.
A Openbook, através da sua metodologia de brandchitecture, ajudou os clientes a identificar a sua identidade e a transportá-la para o espaço, tornando-o reflexo do ADN da marca.
Crescimento de mercado
Com um volume de negócios de 4,7 milhões de euros em 2019 (que compara com os 3,3 milhões de euros no ano anterior), o atelier Openbook estima fechar 2020 alcançando os 5 milhões de euros. Mas mais do que volume de negócios ou número de colaboradores (atualmente são 40), o objetivo é crescer na rentabilidade dos projetos e executar projetos diferenciados.
É nesta linha de atuação que o Brasil representa uma fatia de quase 40% do volume de negócios, hoje quase tão representativa quanto o mercado português. “Nos próximos 4 a 5 anos não vai deixar de ser um dos mercados em que vamos investir, diria que será lembrado a vários níveis. Além do mercado brasileiro, estamos também a implementar uma estratégia de crescimento em Angola e Moçambique.”
A internacionalização está no centro da estratégia de expansão da Openbook. A empresa tem ainda muito interesse em Portugal, nomeadamente em Lisboa e Porto, mas também em países como Espanha, Angola, Moçambique, França, Alemanha e Luxemburgo, onde já tem projetos.
Com um volume de negócios dividido em 40% corporate, 20% saúde e 40% outras áreas, a aposta futura é crescer equilibradamente, mantendo esta distribuição quase 50/50. Para isso, a Openbook tem investido em concursos de âmbito internacional.
Bem-estar no trabalho
O bem-estar ocupa um papel fundamental entre os novos valores dos millennials e das novas gerações. Não reside no desenho do espaço físico apenas, mas em fatores como saúde e conforto. “Hoje, o ADN da empresa é mais, a saúde, o bem-estar, os espaços de colaboração, os espaços de convívio, que já não são espaços fechados mas sim abertos, que permitem partilhar conhecimento, informação e saber, e que tornam a colaboração mais natural”, sublinha Paulo Jervell.
A Openbook acredita que esta transformação é uma tendência que veio para ficar e que irá moldar a arquitetura de escritórios nos próximos anos. A aposta está na flexibilidade dos espaços e na adaptação às necessidades de cada geração de profissionais.
Fonte: Marketeer
