workplace of the future

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October 2018 -
01 01

Escritórios de futuro

A nova filosofia de trabalho passa pela criação de espaços informais colaborativos, multifuncionais, sem constrangimentos ou bloqueios de espaço e comunicação.

… ou a missão da arquitetura portuguesa (também) ao serviço da Geração Millennial.


Os espaços de trabalho estão em evolução constante e a modificarem-se para ambientes cada vez mais informais, confortáveis e, sobretudo, flexíveis.
Estima-se que, em todo o mundo, no ano 2025, a Geração Millennial irá representar mais de 50% da totalidade da força de trabalho, contribuindo para uma redefinição da cultura empresarial em torno de modelos de trabalho flexíveis e colaborativos, uma abordagem mais aberta à partilha da informação e de experiências como parte essencial do negócio, da imagem de marca e reflexo da própria cultura das empresas.

Culturas corporativas em que cada diretor tinha o seu próprio gabinete e cada departamento estava segmentado em termos de espaço dentro das empresas, ainda persistem. Contudo, a tendência atual, mesmo em Portugal, é outra bem distinta, adaptada a uma nova filosofia de trabalho. Não falo apenas do open space, mas da própria criação de espaços informais colaborativos, multifuncionais, onde se pode relaxar e trabalhar ao mesmo tempo, sem constrangimentos ou bloqueios de espaço e comunicação.

Uma estratégia bem definida, isto é, aquilo a que a OPENBOOK Architecture apelida de Workplace Strategy, desenvolvida sob o nosso conceito de ‘Brandchitecture’, assenta na transformação de espaços dos nossos clientes como veículos de transmissão do seu ADN corporativo, dotando-os de caraterísticas únicas que mobilizam os colaboradores a “viverem” no dia a dia a cultura e os valores da sua empresa.

Vários estudos indicam que algumas empresas já iniciaram este processo de revitalização, procedendo a alterações profundas em relação às suas políticas corporativas e estratégias tecnológicas no local de trabalho, de forma a prepararem-se para futuros desafios. À medida que as novas gerações se tornam presença dominante nas empresas, estima-se que mais de 70% das organizações planeiem por isso adequar as suas práticas atuais para disponibilizar um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal.

De uma forma genérica, os clientes detêm métricas próprias de valorização e de análise da eficácia deste tipo de intervenções, e têm-nos transmitido que as mais-valias que retiram dos nossos projetos são muito significativas, quer no que respeita a satisfação dos seus colaboradores como também no que diz respeito à própria atividade comercial e de marketing da própria empresa.

Temos os casos exemplares da VdA – Vieira de Almeida ou uma Abreu Advogados, uma Nokia ou uma Deloitte, que têm tirado partido do seu novo espaço para “vender”, promover e projetar a sua imagem e a sua cultura, quer junto dos seus clientes, quer dos seus próprios colaboradores, a nível nacional e também internacional.

Aquilo que nos tem distinguido de práticas mais generalistas é precisamente a nossa capacidade em darmos forma e conteúdo por via de identidades fortes e funcionais que perduram no tempo, e levam em linha de conta a Workplace Strategy e o ADN (cultura e valores) das próprias empresas.

Os ateliês especializados e focados neste segmento do mercado corporativo conseguem dar uma resposta de qualidade que está em conformidade com os mais elevados padrões da indústria e de acordo com os prazos, as características e especificidades expectáveis. São precisamente estas mais-valias que, no final, dão um enorme conforto ao cliente, e que têm de ser valorizadas como um serviço remunerado.

Um serviço de elevada exigência estética e técnica, com um padrão de disponibilidade total e que apenas se consegue impor através do seu know-how, resultante da experiência acumulada em projetos de múltiplas valências.

É por todos estes motivos que se torna vital recorrer a uma empresa de arquitetura especializada e focada, que possa encarar e abraçar o desafio de novos projetos de escritório, em que o resultado final possa ser o desejado pelo cliente: alcançar o potencial de um projeto de excelência e de elevada qualidade funcional, e os benefícios que advêm de espaços com uma visibilidade única que seja reflexo inequívoco da imagem de marca de uma empresa e a projeção do seu futuro.

Paulo Jervell, arquiteto e partner da OPENBOOK Architecture.


*Este artigo foi publicado originalmente no Jornal Económico.