Trends 2026: Openbook Real Estate featured in Vida Imobiliária Barometer
01.01.2026
Openbook Real Estate took part in the 2026 trends special edition by Vida Imobiliária, one of Portugal’s leading real estate publications, which gathered key industry leaders to assess the outlook for the year ahead.
As the sector moves into a more mature phase, characterised by moderated growth and increased selectivity, our partner, Tiago Falcão, shared his perspective on the main drivers, risks, and opportunities shaping the Portuguese real estate market.
1. How will the Portuguese market evolve in 2026 compared to 2025?
In 2026, compared to 2025, the market enters a phase of consolidation. Prices remain high as demand continues to outpace supply and new construction remains insufficient. The gradual decline of Euribor eases borrowing costs and increases liquidity, but does not trigger significant price corrections. The market becomes more rational and selective, with greater emphasis on quality, energy efficiency, and location, while some corrections emerge in less-competitive assets.
2. Which segments will accelerate and which will lose traction?
Segments driven by scarcity and value are expected to accelerate: prime and luxury residential, supported by international demand; professionally managed rental housing, including affordable rent and build-to-rent; and income-generating real estate in logistics, hospitality and prime retail, aligned with ESG criteria. Losing traction are “legacy” assets: energy-inefficient buildings, poorly connected peripheral locations, obsolete office spaces and speculative product in saturated areas.
3. What are the main risks and opportunities facing the sector at the start of the year?
The main risks in 2026 include housing affordability, planning and licensing delays, construction costs and broader macroeconomic and geopolitical uncertainty. Opportunities lie in urban regeneration and energy retrofitting, the emergence of new urban centres beyond Lisbon and Porto, and the repositioning of commercial assets towards more resilient and sustainable uses.
Overall, this perspective reinforces the transition towards a more demanding and value-driven market, where execution capability, product quality and ESG integration will be critical success factors.
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Source: VidaImobiliária
Tendências 2026: Openbook Real Estate no Barómetro da Vida Imobiliária
A Openbook Real Estate integrou a edição especial de tendências para 2026 da Vida Imobiliária, um dos principais barómetros do setor em Portugal, que reuniu líderes associativos e players privados para analisar a evolução do mercado no próximo ano.
Num contexto em que o setor entra numa nova fase de maturidade, marcada por um crescimento mais moderado e por maior exigência, o nosso partner partilhou a sua leitura sobre os principais drivers, riscos e oportunidades que irão moldar o mercado imobiliário português.
1. Como evoluirá o mercado português em 2026 vs 2025?
Em 2026, face a 2025, o mercado entra numa fase de consolidação. Os preços mantêm-se elevados porque a procura continua a superar a oferta e a construção nova permanece insuficiente. A descida gradual da Euribor alivia o custo do crédito e aumenta a liquidez, mas não gera quedas significativas. O mercado torna-se mais racional e seletivo, com maior peso à qualidade, à eficiência energética e à localização, enquanto surgem correções pontuais em ativos menos ajustados.
2. Que segmentos vão acelerar e quais vão perder tração?
Acredito que irão acelerar os segmentos em que há escassez e valor: residencial prime e luxo, sustentado pela procura internacional; arrendamento profissional, incluindo renda acessível e build-to-rent; e imobiliário de rendimento em logística, hotelaria e retalho prime, com critérios ESG. Perdem tração os ativos de “fórmula antiga”: imóveis sem eficiência energética, localizações periféricas mal servidas, escritórios obsoletos e produtos especulativos em zonas saturadas.
3. Quais são os principais riscos e oportunidades que se abrem ao setor neste início de ano?
Os principais riscos em 2026 passam pela acessibilidade habitacional, pelos atrasos no licenciamento, pelos custos de construção e pela incerteza macro e geopolítica. As oportunidades surgem na reabilitação urbana e no retrofit energético, na afirmação de novas centralidades fora de Lisboa e do Porto e no reposicionamento de ativos comerciais para usos mais resilientes e sustentáveis.
No seu conjunto, esta visão reforça a ideia de um mercado mais exigente e orientado para o valor de longo prazo, em que a capacidade de execução, a qualidade do produto e a integração de critérios ESG serão determinantes para o sucesso dos diferentes players.
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Fonte: VidaImobiliária