Flash Talk | Carla Colaço in HR Portugal: "Transformation only succeeds when people feel part of it"

03.06.2026

Carla Colaço, People&Culture Director at Openbook Group, was interviewed by HR Portugal on the firm’s approach to integrating artificial intelligence into its people management strategy. The conversation covers talent development, organisational culture, hybrid profiles, and the role of physical workspace in retention — and how Openbook is navigating this transition without losing what makes it distinct.

The interview was conducted by Tânia Reis and published on 3 June 2026.


“AI is one of the unavoidable dimensions of our strategy in 2026 — not as an end in itself, but as a means of enhancing what people do best.”

In a sector where creative capacity and critical thinking are the real differentiators, Openbook has been building its 2026 HR strategy around a clear conviction: technology amplifies talent, it does not replace it. That work began in late 2025, with internal training sessions developed in partnership with NORDFY, an AI consultancy that shaped a programme tailored specifically to Openbook’s context — covering everyone from design teams to administrative functions.

Carla Colaço explains that the decision to include all staff, regardless of role, was deliberate: “Transformation is only real when it is shared.” The results, she notes, have confirmed that instinct — curiosity, engagement and a growing awareness that continuous learning is a form of growth.

On the question of automation and creativity, her position is precise. The risk is not technology itself, but hyper-automation — the kind that ends up automating thinking alongside processes. Protecting space for non-linear thought, for experimentation and for making mistakes, is not a soft concern. In architecture and engineering, it is a competitive one.

The interview also addresses retention, a challenge Colaço frames in terms that go beyond compensation. Talent today, she argues, stays where it can grow, where its contribution is recognised, and where the organisation’s purpose resonates with its own. Openbook’s response has been to build an increasingly integrated employee experience — one anchored in an authentic employer brand and challenging, meaningful projects.

On workplace design, Colaço draws a direct line between physical space and culture. Openbook’s Brandchitecture concept — which treats offices as the physical home of a brand — reflects a view that space communicates what a company values, every day, as clearly as any formal HR policy. In a hybrid world, she argues, the office has to earn presence. It has to make people want to come.

The conversation closes on leadership. As human and AI work side by side, managing performance is no longer enough. Leaders need to manage adaptation — helping teams navigate uncertainty, integrate new tools without losing a sense of purpose, and find meaning in a context that keeps changing. Emotional intelligence and technological literacy, Colaço argues, are now equally necessary. And human leadership, precisely because it cannot be replicated by any algorithm, becomes more important the more automated the environment becomes.

This interview was originally published in HR Portugal on 3 June 2026.

Read the full interview at hrportugal.sapo.pt.

Flash Talk | Carla Colaço in HR Portugal: "Transformation only succeeds when people feel part of it"

Flash Talk | Carla Colaço no HR Portugal: «A transformação só é bem-sucedida quando as pessoas se sentem parte dela»

Carla Colaço, Directora de Recursos Humanos do Grupo Openbook, foi entrevistada pelo HR Portugal sobre a forma como o grupo está a integrar a inteligência artificial na sua estratégia de Gestão de Pessoas. A conversa percorre o desenvolvimento de talento, a cultura organizacional, os perfis híbridos e o papel do espaço físico na retenção, com a convicção de que a tecnologia amplifica o talento humano, não o substitui.

A entrevista foi conduzida por Tânia Reis e publicada a 3 de Junho de 2026.


«A IA é uma das dimensões incontornáveis da nossa estratégia em 2026, não como um fim em si mesma, mas como meio de potenciar o que as pessoas fazem melhor.»

Num sector onde a capacidade criativa e o pensamento crítico são determinantes, o Grupo Openbook tem construído a sua estratégia de RH para 2026 a partir de uma convicção clara: a tecnologia amplifica o talento, não o substitui. Este trabalho começou no final de 2025, com sessões de formação interna desenvolvidas em parceria com a NORDFY, uma consultora de IA que desenhou um programa adaptado à realidade específica da Openbook, envolvendo todos os colaboradores, das funções criativas às administrativas.

Carla Colaço explica que a decisão de não deixar ninguém de fora foi deliberada: «A transformação só é real quando é partilhada.» Os resultados confirmam essa intuição: curiosidade, envolvimento e uma consciência crescente de que aprender continuamente é uma forma de crescer.

Sobre automação e criatividade, a posição é precisa. O risco não está na tecnologia em si, mas na hiperautomação que pode, inadvertidamente, automatizar também o pensamento. Proteger espaço para o pensamento não linear, para a experimentação e para o erro não é uma preocupação secundária. Em arquitectura e engenharia, é uma vantagem competitiva.

A entrevista aborda ainda a retenção, um desafio que Colaço enquadra para além da compensação salarial. O talento hoje fica onde pode crescer, onde o seu contributo é reconhecido e onde o propósito da organização ressoa com o seu próprio. A resposta da Openbook tem sido construir uma experiência do colaborador cada vez mais integrada, ancorada numa marca empregadora autêntica e em projectos desafiantes com sentido.

Sobre o espaço de trabalho, Colaço traça uma linha directa entre ambiente físico e cultura. O conceito Brandchitecture da Openbook, que trata os escritórios como a casa das marcas, reflecte a ideia de que o espaço comunica o que uma empresa valoriza, todos os dias, com a mesma clareza de qualquer política formal de RH. Num mundo híbrido, o escritório tem de merecer presença. Tem de fazer as pessoas querer estar lá.

A conversa encerra com a liderança. À medida que humanos e IA trabalham lado a lado, gerir performance deixou de ser suficiente. É preciso gerir adaptação, ajudar as equipas a navegar na incerteza e a encontrar sentido num contexto em permanente mudança. Inteligência emocional e literacia tecnológica, defende Colaço, são hoje igualmente necessárias. E a liderança humana, precisamente por ser o único elemento que nenhum algoritmo consegue replicar, torna-se ainda mais determinante à medida que o ambiente se automatiza.

Esta entrevista foi originalmente publicada no HR Portugal a 3 de Junho de 2026.

Leia a entrevista completa em hrportugal.sapo.pt.