Openbook at PTBIM 2026: Two Papers, Two Projects, One Method

20.06.2026

Between 17 and 19 June 2026, the Faculty of Engineering of the University of Porto hosted the 6th Portuguese Congress of Building Information Modelling — PTBIM 2026. For three days, the event brought together architects, engineers, researchers and construction professionals to discuss the state and future of BIM methodology across the built environment. Openbook was present not only as a participant, but as a contributor: two papers co-authored by the firm’s team were accepted and presented at the congress, each grounded in real project experience and reflecting the role BIM plays in day-to-day practice at Openbook.

Architects Joana França and Maria Antunes represented the group, presenting the work before an audience of practitioners and academics from across the Portuguese-speaking world.

 

From Point Cloud to Coordinated Model

The first paper — “From Point Cloud to Coordinated Model: Managing a Rehabilitation Project in Lisbon” — was developed in collaboration with Limsen Consulting and draws on the rehabilitation of two adjacent buildings at Rua Camilo Castelo Branco, near Marquês de Pombal, in Lisbon. The intervention aimed to convert the buildings to Cat-A office space, covering a total gross construction area of approximately 21,580 m².

The project presented a particular methodological challenge: the existing documentation was incomplete and partially inconsistent with the built reality. The team’s response was to commission a high-precision terrestrial laser scanning survey — producing a point cloud of approximately 60 billion points from 1,900 scans — which then served as the geometric foundation for the entire BIM model.

Openbook assumed responsibility for BIM Management and BIM Coordination throughout: establishing standards, nomenclature, model federation rules and QA/QC validation processes. The Autodesk Construction Cloud (ACC) was adopted as the Common Data Environment, enabling version control, issue tracking and structured information flows across all disciplines. Clash detection and multidisciplinary coordination were carried out using Autodesk Navisworks, allowing conflicts to be identified and resolved during the design phase rather than on site.

The paper is candid about the challenges encountered — from file management constraints that required a fundamental restructuring of the model strategy, to the difficulties of modelling floor compositions in buildings with several decades of construction history behind them. What it demonstrates, above all, is the value of aligning BIM methodology with the specific conditions of rehabilitation: the geometry is uncertain, the documentation is rarely complete, and the margin for error is narrow.

Download the paper (Portuguese):
Livro de Atas ptBIM 2026 — Vol. 2

 

From Digital Coordination to Integrated Collaboration

The second paper — “From Digital Coordination to Integrated Collaboration: A Case Study of the Construction of the New Headquarters of Caixa Geral de Depósitos” — was developed jointly with Limsen Consulting, HCI Construções and Caixa Geral de Depósitos, and examines a substantially different challenge: how to sustain true collaborative BIM practice across a large and complex construction site, involving the client, design teams, main contractor, subcontractors and site supervision simultaneously.

The CGD project — a Core & Shell and Fit-out intervention at Parque das Nações in Lisbon, targeting LEED and WELL Platinum certifications — presented a specific coordination difficulty: the Core & Shell phase concluded approximately six months after the Fit-out detailed design had already been delivered. Managing that overlap, and ensuring that both sets of models remained coherent and current, required a collaborative process that went beyond the standard Level 2 BIM model.

The approach adopted placed all teams — including the contractor — working within a shared CDE from the outset, using a structured access protocol that governed how design teams could intervene in construction models, and vice versa. Requests for information were centralised and linked directly to model elements, replacing email-based communication flows with traceable, accountable exchanges. A Power BI dashboard, connected live to the CDE, gave all parties a real-time view of the status of every open query.

Openbook’s role in this project, in BIM coordination alongside the broader consortium, is explored in the paper with a degree of honesty about the limits of the approach as well as its benefits. The authors acknowledge that the very fluency the process enabled — constant communication, rapid model access — also introduced friction: cycles were harder to close formally, and the boundary between design coordination and construction preparation was not always clear. These are precisely the tensions that make a project like CGD a useful reference for the industry.

View the CGD project:
Caixa Geral de Depósitos Headquarters, Lisbon

Download the paper (Portuguese):
Livro de Atas ptBIM 2026 — Vol. 1

 

BIM as a Working Method, Not a Deliverable

What connects both papers is not simply the use of BIM tools, but a particular understanding of what BIM coordination requires in practice. In both cases, the methodology was not a contractual formality imposed from outside, but a working framework that evolved alongside the project — shaped by the specific conditions of the building, the team, and the decisions that needed to be made.

In the rehabilitation project, BIM coordination was built progressively, beginning without formal client requirements and ultimately leading the client to formalise those requirements themselves, as the value of the process became evident. In the CGD project, the collaborative framework was designed from the start, but its value was tested — and demonstrated — in the friction of a live construction site.

Both experiences point in the same direction: the rigour that BIM enables is not automatic. It depends on the quality of the coordination, the consistency of the information, and the willingness of all parties to commit to shared processes. These are not technical questions alone. They are questions of practice.

The publication of both papers in the Proceedings of the 6th PTBIM Congress represents a contribution to the body of knowledge around BIM in the Portuguese construction sector — and a reflection of the work Openbook has been doing on the ground for some years.

The full proceedings are available via the PTBIM 2026 website.

Photo Credits: ptBIM // ICS – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Openbook at PTBIM 2026: Two Papers, Two Projects, One Method

Openbook no PTBIM 2026: Dois Artigos, Dois Projectos, Uma Metodologia

Entre 17 e 19 de Junho de 2026, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto acolheu o 6.º Congresso Português de Building Information Modelling — PTBIM 2026. Durante três dias, o evento reuniu arquitectos, engenheiros, investigadores e profissionais do sector da construção para debater o estado actual e o futuro da metodologia BIM no ambiente construído. A Openbook esteve presente não apenas como participante, mas como contribuidora: dois artigos co-assinados pela equipa foram aceites e apresentados no congresso, ambos ancorados em experiência de projecto real e reflectindo o papel que o BIM desempenha no dia-a-dia da Openbook.

As arquitectas Joana França e Maria Antunes representaram o Grupo, apresentando os trabalhos perante uma audiência de profissionais e académicos do mundo lusófono.

 

Da Nuvem de Pontos ao Modelo Coordenado

O primeiro artigo «Da Nuvem de Pontos ao Modelo Coordenado: Gestão de um Projecto de Reabilitação em Lisboa» foi desenvolvido em colaboração com a Limsen Consulting e parte da reabilitação de dois edifícios contíguos na Rua Camilo Castelo Branco, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa. A intervenção visou a conversão para escritórios Cat-A, com uma área bruta de construção de aproximadamente 21.580 m².

O projecto apresentava um desafio metodológico específico: a documentação existente estava incompleta e parcialmente inconsistente com a realidade construída. A resposta da equipa foi promover um levantamento tridimensional por laser scanning de alta precisão — produzindo uma nuvem de pontos com aproximadamente 60 mil milhões de pontos a partir de 1.900 scans: que serviu de base geométrica para todo o modelo BIM subsequente.

A Openbook assumiu as funções de BIM Management e Coordenação BIM ao longo do projecto: definindo standards, nomenclaturas, regras de federação de modelos e processos de validação QA/QC. A Autodesk Construction Cloud (ACC) foi adoptada como Ambiente Comum de Dados (CDE), permitindo controlo de versões, rastreabilidade de issues e fluxos de informação estruturados entre todas as especialidades. A detecção de incompatibilidades e a coordenação multidisciplinar foram realizadas através do Autodesk Navisworks, permitindo antecipar conflitos em fase de projecto e reduzir o risco de alterações em obra.

O artigo é transparente quanto aos desafios encontrados, desde constrangimentos de gestão de ficheiros que exigiram uma reestruturação fundamental da estratégia de modelação, até às dificuldades de modelar composições de pavimentos em edifícios com décadas de história construtiva. O que demonstra, acima de tudo, é o valor de alinhar a metodologia BIM com as condições específicas da reabilitação: a geometria é incerta, a documentação raramente está completa e a margem para o erro é estreita.

Consultar o artigo (PDF):
Livro de Atas ptBIM 2026 — Vol. 2

 

Da Coordenação Digital à Colaboração Integrada

O segundo artigo «Da Coordenação Digital à Colaboração Integrada: Caso de Estudo da Construção da Nova Sede da CGD» foi desenvolvido em conjunto com a Limsen Consulting, a HCI Construções e a Caixa Geral de Depósitos, e examina um desafio substancialmente diferente: como sustentar uma prática BIM verdadeiramente colaborativa num estaleiro de grande escala e complexidade, envolvendo em simultâneo o dono de obra, as equipas de projecto, o empreiteiro geral, os subempreiteiros e a fiscalização.

O projecto da CGD, uma intervenção de Core & Shell e Fit-out no Parque das Nações, em Lisboa, com certificações LEED e WELL Platinum como objectivo, colocou uma dificuldade de coordenação específica: a fase de Core & Shell concluiu-se aproximadamente seis meses após a entrega do projecto de execução de Fit-out. Gerir essa sobreposição, garantindo que ambos os conjuntos de modelos se mantinham coerentes e actualizados, exigiu um processo colaborativo que ultrapassou o modelo BIM Level 2 standard.

A abordagem adoptada colocou todas as equipas (incluindo o empreiteiro) a trabalhar num CDE partilhado desde o início, com um protocolo de acesso estruturado que regulava a forma como as equipas de projecto podiam intervir nos modelos de obra, e vice-versa. Os pedidos de esclarecimento foram centralizados e associados directamente a elementos do modelo, substituindo fluxos de comunicação por email por trocas rastreáveis e com responsabilidade atribuída. Um dashboard em Power BI, ligado em tempo real ao CDE, disponibilizou a todos os intervenientes uma visão actualizada do estado de cada questão em aberto.

O papel da Openbook neste projecto, na coordenação BIM no seio de um consórcio alargado, é abordado no artigo com honestidade quanto aos limites da abordagem, tanto quanto às suas vantagens. Os autores reconhecem que a própria fluidez que o processo permitiu — comunicação constante, acesso rápido aos modelos — introduziu também fricção: os ciclos tornaram-se mais difíceis de encerrar formalmente, e a fronteira entre coordenação de projecto e preparação de obra nem sempre foi nítida. São precisamente estas tensões que tornam um projecto como o da CGD uma referência útil para o sector.

Ver o projecto:
Sede da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa

Consultar o artigo (PDF):
Livro de Atas ptBIM 2026 — Vol. 1

 

BIM como Método de Trabalho, Não como Entregável

O que une os dois artigos não é apenas a utilização de ferramentas BIM, mas uma compreensão particular do que a coordenação BIM exige na prática. Em ambos os casos, a metodologia não foi uma formalidade contratual imposta do exterior, mas um quadro de trabalho que evoluiu a par do projecto — moldado pelas condições específicas do edifício, da equipa e das decisões que era necessário tomar.

No projecto de reabilitação, a coordenação BIM foi construída progressivamente, começando sem requisitos formais por parte do dono de obra e conduzindo, no final, a que esse mesmo dono de obra formalizasse esses requisitos por iniciativa própria, à medida que o valor do processo se tornava evidente. No projecto da CGD, o quadro colaborativo foi desenhado desde o início, mas o seu valor foi testado, e demonstrado, na realidade de um estaleiro em curso.

Ambas as experiências apontam na mesma direcção: o rigor que o BIM possibilita não é automático. Depende da qualidade da coordenação, da consistência da informação e da disponibilidade de todas as partes para se comprometerem com processos partilhados. Estas não são apenas questões técnicas. São questões de prática.

A publicação de ambos os artigos nas Actas do 6.º Congresso PTBIM representa um contributo para o corpo de conhecimento em torno do BIM no sector da construção em Portugal — e um reflexo do trabalho que a Openbook tem desenvolvido no terreno ao longo dos últimos anos.

As actas completas estão disponíveis no site do PTBIM 2026.

Créditos Fotográficos: ptBIM // ICS – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto